Compreender o que acontece
Trabalhar a autoestima não significa sentir-se confiante em todas as circunstâncias. Pode significar aprender a reconhecer limites e capacidades com maior equilíbrio, mesmo quando algo corre mal.
Sinais a que vale a pena prestar atenção
Estes sinais não são um teste de diagnóstico. Importa considerar a frequência, a intensidade, o contexto e o impacto na vida quotidiana.
- Desvalorizar conquistas e concentrar-se apenas em erros.
- Comparar-se frequentemente com outras pessoas.
- Aceitar situações desconfortáveis por receio de desagradar.
- Evitar oportunidades por antecipar o fracasso.
- Reagir a críticas como se definissem o valor pessoal.
Um olhar com contexto
Como se forma a imagem que temos de nós?
As experiências familiares, escolares, profissionais e relacionais podem influenciar as crenças sobre o próprio valor. Estas crenças podem tornar-se automáticas e parecer factos, mesmo quando são interpretações parciais.
Momentos de perda, doença, exclusão ou mudanças importantes também podem abalar temporariamente a confiança. Uma abordagem cuidadosa evita culpar a pessoa por ter uma imagem negativa de si.
Como pode ajudar o acompanhamento psicológico?
O apoio psicológico pode ajudar a identificar padrões de autocrítica, relacioná-los com experiências e trabalhar pensamentos menos rígidos. Também pode explorar assertividade, limites e comportamentos que aproximem a pessoa do que valoriza.
A mudança costuma ser gradual. O objetivo não é substituir cada pensamento negativo por uma afirmação positiva forçada, mas encontrar uma visão mais realista e compassiva.
O que pode ajudar no dia a dia?
Algumas ideias gerais, a adaptar às circunstâncias e sem substituir acompanhamento quando este é necessário:
Anotar uma situação em que foi excessivamente duro consigo e experimentar uma descrição mais factual.
Reparar em pequenas ações alinhadas com valores pessoais, em vez de medir tudo por resultados.
Praticar formas de dizer não e de pedir ajuda, respeitando o próprio contexto de segurança.
Quando procurar ajuda?
É especialmente útil procurar acompanhamento quando a autocrítica afeta relações, decisões, trabalho, estudo ou bem-estar, ou quando se associa a ansiedade ou humor persistentemente deprimido.
Se existir risco imediato para a tua segurança ou para outra pessoa, liga 112. Para orientação sobre questões de saúde sem emergência, podes contactar a linha SNS 24 — 808 24 24 24.
Perguntas frequentes
É possível melhorar a autoestima em adulto?
Sim. A forma como nos avaliamos pode modificar-se ao longo da vida.
Ter baixa autoestima é uma perturbação mental?
Não é, por si só, um diagnóstico; pode, contudo, coexistir com sofrimento psicológico que merece atenção.
Devo obrigar-me a pensar sempre positivo?
Não. Pensamentos mais equilibrados e credíveis tendem a ser uma alternativa mais útil do que afirmações em que não acreditamos.
Fontes e leitura complementar
Fontes institucionais consultadas para elaboração deste conteúdo. Os artigos devem ser revistos clinicamente antes de publicação.



