Sofia Aníbal · Psicóloga Clínica
Relações e emoções

Autoestima: compreender a autocrítica e fortalecer a relação consigo

A autoestima refere-se à avaliação que fazemos de nós próprios. Pode variar com as experiências, as relações e as etapas da vida; não é uma característica imutável nem uma medida do nosso valor como pessoas.

Sentir insegurança em determinados momentos é comum. Uma autocrítica muito rígida e persistente, porém, pode levar a evitar desafios, diminuir a participação social e reforçar a sensação de incapacidade.

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Mulher a olhar para o próprio reflexo num espelho, numa cena de autorreflexão
Antes de continuar: a informação desta página é educativa e não estabelece diagnósticos. Os sintomas podem ter diferentes causas; uma avaliação individual é importante quando existe sofrimento ou dúvida.
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Compreender o que acontece

Trabalhar a autoestima não significa sentir-se confiante em todas as circunstâncias. Pode significar aprender a reconhecer limites e capacidades com maior equilíbrio, mesmo quando algo corre mal.

Sinais a que vale a pena prestar atenção

Estes sinais não são um teste de diagnóstico. Importa considerar a frequência, a intensidade, o contexto e o impacto na vida quotidiana.

  • Desvalorizar conquistas e concentrar-se apenas em erros.
  • Comparar-se frequentemente com outras pessoas.
  • Aceitar situações desconfortáveis por receio de desagradar.
  • Evitar oportunidades por antecipar o fracasso.
  • Reagir a críticas como se definissem o valor pessoal.

Um olhar com contexto

Como se forma a imagem que temos de nós?

As experiências familiares, escolares, profissionais e relacionais podem influenciar as crenças sobre o próprio valor. Estas crenças podem tornar-se automáticas e parecer factos, mesmo quando são interpretações parciais.

Momentos de perda, doença, exclusão ou mudanças importantes também podem abalar temporariamente a confiança. Uma abordagem cuidadosa evita culpar a pessoa por ter uma imagem negativa de si.

Como pode ajudar o acompanhamento psicológico?

O apoio psicológico pode ajudar a identificar padrões de autocrítica, relacioná-los com experiências e trabalhar pensamentos menos rígidos. Também pode explorar assertividade, limites e comportamentos que aproximem a pessoa do que valoriza.

A mudança costuma ser gradual. O objetivo não é substituir cada pensamento negativo por uma afirmação positiva forçada, mas encontrar uma visão mais realista e compassiva.

O que pode ajudar no dia a dia?

Algumas ideias gerais, a adaptar às circunstâncias e sem substituir acompanhamento quando este é necessário:

01

Anotar uma situação em que foi excessivamente duro consigo e experimentar uma descrição mais factual.

02

Reparar em pequenas ações alinhadas com valores pessoais, em vez de medir tudo por resultados.

03

Praticar formas de dizer não e de pedir ajuda, respeitando o próprio contexto de segurança.

Quando procurar ajuda?

É especialmente útil procurar acompanhamento quando a autocrítica afeta relações, decisões, trabalho, estudo ou bem-estar, ou quando se associa a ansiedade ou humor persistentemente deprimido.

Se existir risco imediato para a tua segurança ou para outra pessoa, liga 112. Para orientação sobre questões de saúde sem emergência, podes contactar a linha SNS 24 — 808 24 24 24.

Perguntas frequentes

É possível melhorar a autoestima em adulto?

Sim. A forma como nos avaliamos pode modificar-se ao longo da vida.

Ter baixa autoestima é uma perturbação mental?

Não é, por si só, um diagnóstico; pode, contudo, coexistir com sofrimento psicológico que merece atenção.

Devo obrigar-me a pensar sempre positivo?

Não. Pensamentos mais equilibrados e credíveis tendem a ser uma alternativa mais útil do que afirmações em que não acreditamos.

Fontes e leitura complementar

Fontes institucionais consultadas para elaboração deste conteúdo. Os artigos devem ser revistos clinicamente antes de publicação.

Um primeiro contacto, ao teu ritmo

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Podes pedir informações sobre acompanhamento psicológico presencial em Setúbal ou online. O primeiro contacto permite esclarecer se este é o acompanhamento adequado e, quando necessário, considerar outras opções de apoio.

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